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O mais profundo é a pele? Digressões e multiplicidades

Maria Helena Lisboa da Cunha

Autor
Maria Helena Lisboa da Cunha
Revista
Kalagatos
Edição
22 / 3
Ano
2025
DOI
10.52521/kg.v22i3.15346
Páginas
ek25041
Idioma
pt
2025Maria Helena Lisboa da Cunha. O mais profundo é a pele? Digressões e multiplicidades. Kalagatos, v. 22, n. 3, p. ek25041, 2025.3

Num texto conhecido de seus leitores, A alma e a dança, o poeta Paul Valéry afirma que o mais profundo é a pele, mas como os filósofos são mais questionadores do que os poetas, no meu texto, abaixo mencionado, coloco a afirmação como uma interrogação, como provocação. Desde Nietzsche, no séc. XIX, passando por Artaud e Deleuze, no séc. XX, e ainda no séc. XVII com Spinoza, que já coloca a pergunta pelo que pode um corpo?, o corpo foi resgatado do seu esquecimento correlato à superioridade da alma e se reapropriou de seus direitos. O texto ora apresentado discorre sobre esses conceitos e pretende trazer ao leitor o corpo como criador de potencialidades insuspeitadas.    Palavras-chaves: Nietzsche, corpo, forças, pele, devir.