- Autor
- Maurizio Filippo Di Silva
- Revista
- Basilíade - Revista de Filosofia
- Edição
- 3 / 5
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.35357/2596-092X.v3n5p117-131/2021
- Páginas
- 117-131
- Idioma
- pt-BR
O objetivo deste artigo é o de examinar as análises do De Ordine para esclarecer por que, para Agostinho, o estudo das disciplinas liberais é necessário para reconhecer que Deus governa o mundo. Tendo em vista tal fim, na primeira fase desta pesquisa examinar-se-á o diálogo entre Agostinho, Licêncio, Trigécio e Mônica sobre o mal e a ordem das coisas (De Ord., I, 3.7- II, 7.23). Em seguida, analisar-se-ão as reflexões do Hiponense sobre a disciplina ética (De Ord., II, 8.25) e sobre a relação entre auctoritas e ratio (De Ord., II, 9.26-9.27). Por fim, examinar-se-ão as análises de Agostinho relativas às disciplinas liberais (De Ord., II, 12.35-16.44). Assim, ao esboçar a reflexão agostiniana sobre a natureza e as funções das disciplinas liberais, será possível esclarecer por que o estudo delas é necessário para poder enxergar que nada está fora da ordem (De Ord., I, 1.2).
