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O MÉTODO DA INTUIÇÃO EM BERGSON E A SUA DIMENSÃO ÉTICA E PEDAGÓGICA

TARCÍSIO JORGE SANTOS PINTO

Tese
Autor
TARCÍSIO JORGE SANTOS PINTO
Orientador(a)
FRANKLIN LEOPOLDO E SILVA
Universidade
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2005
2005TARCÍSIO JORGE SANTOS PINTO. O MÉTODO DA INTUIÇÃO EM BERGSON E A SUA DIMENSÃO ÉTICA E PEDAGÓGICA. 2005. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): FRANKLIN LEOPOLDO E SILVA.2

Este trabalho tem como objetivo fundamental pesquisar como Henri Bergson constrói sua concepção de intuição como método filosófico e apontar alguns desdobramentos dessa concepção nas suas reflexões de ordem ética e pedagógica. Nossa análise parte da constatação de que, para Bergson, a intuição deve ser tomada como o meio de conhecimento primordial da realidade, uma vez que só ela pode realmente apreender seu movimento concreto de duração. Num aprofundamento dessa reflexão bergsoniana, a intuição converte-se, inclusive, no próprio método que possibilita à filosofia desenvolver um pensamento capaz de refletir verdadeiramente o real e sua temporalidade inerente, e, além disso, posicionar-se de forma crítica diante de uma tradição que consolida uma análise excessivamente racional e distante da realidade, geradora de uma série de falsos problemas e de falsas soluções. Nossa pesquisa procura acompanhar o itinerário criativo de Bergson, do Essai sur les donnés immédiates de la conscience a Les Deux Sources de la Morale et de la Religion, para justamente determinar como essa concepção de intuição vai se desdobrando ao longo de sua obra. Tal pesquisa acaba chegando à conclusão de que, além de um método de conhecimento filosófico rigoroso, a intuição pode converter-se no princípio de uma ação transformadora capaz de promover a elevação moral do homem e, assim, não só ampliar o seu campo de especulação como também lhe dar “mais força para agir e para viver”. Nesse sentido, conforme defende Bergson, a intuição deve ser cultivada, até pedagogicamente, como um complemento fundamental à inteligência ou razão, imprescindível até mesmo para lhe apontar os limites.