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O MOTIVO ÉTICO DO RECURSO À SUBJETIVIDADE TRANSCENDENTAL

Marcelo Fabri

Autor
Marcelo Fabri
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
21 / 1
Ano
2016
DOI
10.5216/phi.v21i1.37385
Páginas
59-81
Idioma
pt
2016Marcelo Fabri. O MOTIVO ÉTICO DO RECURSO À SUBJETIVIDADE TRANSCENDENTAL. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 21, n. 1, p. 59-81, 2016.2

O artigo procura investigar o motivo ético que conduziu Husserl à defesa de uma subjetividade transcendental. Em vez de se compreender a atitude fenomenológica como sendo uma abordagem puramente metódica e teórica da subjetividade humana, propõe-se uma interpretação prática da recorrência ao ego transcendental por parte de Husserl. Certo, a fenomenologia sempre começa com a suspensão da atitude natural, mas a possibilidade dessa suspensão envolve um paradoxo: para realizar a neutralização de nossas crenças ligadas à atitude natural, o ego precisa manter sua crença na razão e na ciência. Esta crença será determinante para se compreender o sentido ético da redução transcendental, isto é, a inauguração de uma forma inteiramente nova de vida.