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O MUNDO E A MENTE: NÍVEIS DE CAUSALIDADES E NÍVEIS DE CONHECIMENTO..A causalidade analítica cerebral do mundo na “mente” e a causalidade “mental” sintética do cérebro no mundo.

Sergio Jacques Jablonski Junior

Tese
Autor
Sergio Jacques Jablonski Junior
Orientador(a)
João de Fernandes Teixeira
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS — UFSCAR
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2010
2010Sergio Jacques Jablonski Junior. O MUNDO E A MENTE: NÍVEIS DE CAUSALIDADES E NÍVEIS DE CONHECIMENTO..A causalidade analítica cerebral do mundo na “mente” e a causalidade “mental” sintética do cérebro no mundo.. 2010. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS, SP. Orientador(a): João de Fernandes Teixeira.1

Cognição e epistemologia: a questão da causalidade física do conhecimento como estado e como conteúdo. O problema da experiência consciente e do conhecimento em uma análise epistêmica da psicologia e ontológica do mental, com base em um exame de conceitos fundamentais acerca da demarcação de níveis construtivistas distintos para o conhecimento e suas operações mentais. Uma implicação importante desta discussão epistêmica (e ontológica) é a questão de poder (ou não) sustentar uma possibilidade de diálogo teórico e interdisciplinar entre as diferentes posições conceituais e metodológicas acerca do mental (e do conhecimento). Discutimos na Parte I a possibilidade de um diálogo entre o pluralismo epistemológico através de uma análise comparativa de conceitos que possam ser equalizados se, suas bases lógicas remeterem à possibilidade de uma mesma ontologia relacionada, e se este pluralismo for capaz de permitir relação não excludente entre os termos epistêmicos das respectivas teorias em questão. Para tornar viável tal possibilidade de investigação teórica entre diferentes epistemologias do mental (Parte II), tomamos como critérios de tradução interteórica (nossa “pedra de roseta”) uma análise relacional dos três níveis ontológicos fundamentais e irredutíveis, (o físico, o biológico e o psicológico), sendo que a interface entre o bioneurológico e os significados psicológicos ocorre através de uma hierarquia de memórias. Tais níveis fundamentais são definidos por epistemologias específicas, que apresentam possibilidades de íntimo relacionamento conceitual quando racionalizadas sob uma perspectiva ontológica fundamentada em princípios evolutivos (ampla temporalidade) e informacionais (ampla espacialidade). Na conclusão apresentamos algumas considerações acerca do problema da integração mente-cérebro, através do conceito de código neural, capaz de reproduzir (na verdade uma transdução de) propriedades relacionais do mundo em padrões relacionais do cérebro, cujo resultado se traduz em conhecimento com potencial de poder causal efetivo sobre o mundo. Desta forma um sistema de memórias que operam níveis de um mesmo código neural pode ser considerado uma síntese psicológica.