- Autor
- JOSÉ CLÁUDIO MORELLI MATOS
- Orientador(a)
- JOÃO PAULO GOMES MONTEIRO
- Universidade
- UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2004
A leitura naturalista da filosofia de Hume refere-se a instintos como princípios naturais que concorrem para a produção do conhecimento. A presença desses instintos não pode ser explicada por uma idéia de finalidade ou desígnio. Ao contrário, eles parecem ter uma função na adaptação do ser humano a seu ambiente, que Hume explica a partir de uma noção pré-darwiniana de seleção natural. Nos últimos anos, a explicação do conhecimento em termos adaptativos se desenvolveu reforçada pelo paradigma darwiniano de seleção natural, o que resultou em uma corrente denominada Epistemologia Evolutiva. A presente pesquisa consiste em examinar até que ponto a filosofia de Hume pode contar como precedecessora, ou mesmo ponto de partida de aspectos teóricos - sobretudo quanto ao conhecimento causal - presentes nessa discussão epistemológica mais recente, em termos de seleção natural. Espera-se dela então uma dupla contribuição. Para os estudos humeanos, iluminando aspectos quase ignorados de sua teoria do conhecimento. E na explicitação dos pressupostos envolvidos nas pesquisas epistemológicas contemporâneas que tomam o conhecimento sob uma perspectiva comprometida com a seleção natural.
