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O palimpsesto de Dião Crisóstomo no Discurso 11, 37-43

Rogério Gimenes de Campos

Autor
Rogério Gimenes de Campos
Revista
Argumentos - Revista de Filosofia
Edição
32
Ano
2024
DOI
10.36517/Argumentos.16.32.93186
Páginas
114-121
Idioma
pt
2024Rogério Gimenes de Campos. O palimpsesto de Dião Crisóstomo no Discurso 11, 37-43. Argumentos - Revista de Filosofia, n. 32, p. 114-121, 2024.1

Heródoto funda a tópica literária da coleta de informação junto aos sacerdotes egípcios, momento em que o fascínio dos gregos frente aos egípcios se mostra com nitidez. A partir disso, os egípcios passam a figurar como modelo de conhecimento armazenado e de civilização. Veremos como, em três importantes momentos, esse encontro com o Egito é narrado pela perspectiva e invenção (heuresis, inventio) grega e como os sacerdotes egípcios representam um saber superior resguardado pela escrita. Nosso foco está, contudo, em reconhecer, nessas camadas históricas, o palimpsesto de Dião, ou seja, a assimilação literária dos lugares comuns presentes em Heródoto, Platão, Estesícoro, no Ciclo Troiano e, provavelmente, nos Retornos de Ágias de Trezeno.