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O papel do corpo no pensamento ético de Schopenhauer

Marinella Morgana Mendonça

Autor
Marinella Morgana Mendonça
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
10 / 1
Ano
2019
DOI
10.5902/2179378636652
Páginas
110-123
Idioma
pt
2019Marinella Morgana Mendonça. O papel do corpo no pensamento ético de Schopenhauer. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 10, n. 1, p. 110-123, 2019.2

O presente artigo tem por objetivo demonstrar a participação fundamental do corpo na ética de Schopenhauer. Tomando-se como ponto de partida o mundo como representação, o corpo é a objetidade da Vontade, seu modo mais imediato de se manifestar no mundo. Mas, por outro lado, analisando-se o mundo na perspectiva da Vontade, o corpo é a própria Vontade, experienciada e vivida por meio dos próprios motivos que regem esse objeto desejante. Ao postular a Vontade, una e imperecível, como fundo último da realidade, como faz Schopenhauer, não há como desconsiderar o corpo e o sofrimento humano. E isso não é sem consequências para a ética. Segundo o filósofo, a mesma não reside em boas intenções e nem na busca de algum bem espiritual ou transcendente, mas existe concretamente nas ações efetivas dos indivíduos, que se dirigem aos outros indivíduos, percebidos antes de tudo, como corpos padecentes.

Palavras-chave: