- Autor
- Juliano Santos do Carmo
- Revista
- Revista Dissertatio de Filosofia
- Edição
- 2 / supl
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.15210/dissertatio.v0i0.8607
- Páginas
- 192-214
- Idioma
- pt
A tese da universalidade da linguagem defendida por aprioristas, como Jerry Fodor (The Language of Thought), e inatistas, como Noam Chomsky (Aspects of the Theory of Syntax), tem sido contestada por diversos filósofos, linguistas e teóricos da Psicologia Cognitiva ao longo das últimas décadas. Aprioristas e inatistas em geral concordam que é necessário, de um ponto de vista explicativo, pressupor a existência de uma linguagem do pensamento ou de categorias inatas universais para explicar o processo de aquisição de uma linguagem natural. Neste trabalho, vou procurar mostrar que a noção de “treinamento ostensivo”, enquanto um elemento pré-linguístico para a aquisição de habilidades semânticas e cognitivas, pode oferecer uma resposta satisfatória ao problema da aquisição da linguagem natural, sem a necessidade de pressupor uma linguagem privada do pensamento ou categorias biológicas inatas.
