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O PARADIGMA DA ARTIFICIALIDADE E O CARÁTER LAICO DO ESTADO EM HOBBES

Ligia Pavan Baptista

Autor
Ligia Pavan Baptista
Revista
Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Edição
15 / 38
Ano
2023
DOI
10.36311/1984-8900.2023.v15n38.p321-337
Páginas
321-337
Idioma
pt
2023Ligia Pavan Baptista. O PARADIGMA DA ARTIFICIALIDADE E O CARÁTER LAICO DO ESTADO EM HOBBES. Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia, v. 15, n. 38, p. 321-337, 2023.2

A questão da origem do poder político, na visão do filósofo contratualista inglês Thomas Hobbes, estabelece que o mesmo não está fundado nem vontade divina, nem na natureza, mas criado por um ato deliberado da vontade humana. Sendo criado por meio de um contrato, ou seja, uma transferência do direito natural à liberdade e à igualdade a um representante comum, o Estado, também chamado de Leviatã, é definido pelo autor como um Deus mortal. O objetivo do presente artigo é analisar de que maneira a concepção moderna do Estado, caracterizado a partir do século XVII, está fundada tanto em seu caráter laico, quanto artificial