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O PARADOXO DA ORIGEM DO PODER POLÍTICO EM ROUSSEAU

Ligia Pavan BAPTISTA

Autor
Ligia Pavan BAPTISTA
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
38 / Special
Ano
2015
DOI
10.1590/S0101-317320150004000010
Idioma
pt
2015Ligia Pavan BAPTISTA. O PARADOXO DA ORIGEM DO PODER POLÍTICO EM ROUSSEAU. Trans/Form/Ação, v. 38, n. Special, 2015.1

O presente artigo pretende abordar a forma original com a qual Rousseau focaliza a questão da origem do poder político, tema que é central na teoria política moderna. Em sua obra Do Contrato Social, o autor examina as razões, aparentemente paradoxais, pelas quais alguém, nascido livre, se escravizaria voluntariamente, obedecendo a outro e não a si próprio. Distanciando-se da influência de Hobbes e Locke, o autor apresenta a tese do contrato social, fundado no conceito de vontade geral, como o único meio pelo qual o indivíduo se realizaria enquanto ser humano. Ao assumir sua condição de cidadão, unindo-se a todos em vista do bem comum e não obedecendo a ninguém a não ser a si próprio, o mesmo adquire tanto a igualdade quanto a liberdade civil, condições sem as quais deixaria de existir. Somente dessa forma, cada cidadão, exercendo seus direitos e deveres, seria detentor de parcela da soberania, enquanto membro da vontade geral, no direito de legislar.