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O PARADOXO DE JOHN LOCKE: LIBERDADE E ESCRAVIDÃO

Renata Prado Menighin

Autor
Renata Prado Menighin
Revista
Sapere Aude
Edição
2 / 2
Ano
2025
DOI
10.5752/P.2177-6342.2025v2n2p20-34
Páginas
20-34
Idioma
pt
2025Renata Prado Menighin. O PARADOXO DE JOHN LOCKE: LIBERDADE E ESCRAVIDÃO. Sapere Aude, v. 2, n. 2, p. 20-34, 2025.4

Este estudo investiga as concepções de liberdade e escravidão no pensamento político de John Locke, enfatizando a aparente contradição entre sua defesa dos direitos naturais e sua justificativa da escravidão. A pesquisa argumenta que essa dualidade reflete tensões e possíveis contradições em sua filosofia. Dividida em duas partes, a análise examina, em primeiro lugar, o conceito de liberdade natural, que Locke define como um direito inalienável e essencial à condição humana. Na sequência, investiga as justificativas apresentadas por Locke para a escravidão, com atenção especial às situações de guerra. A partir desse enquadramento, busca-se não apenas esclarecer as limitações do arcabouço teórico de Locke, mas também compreender como essas ideias influenciaram práticas sociais e políticas nos séculos subsequentes. A pesquisa também contribui para o debate contemporâneo sobre liberdade, direitos humanos e legado colonial, numa perspectiva crítica sobre a coerência de suas teorias em relação às condições de poder e dominação em seu tempo e oferece subsídios para repensar os fundamentos filosóficos do liberalismo clássico à luz de seus paradoxos internos.