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O passe: a apropriação originária da metafísica em Heidegger

Rodrigo Amorim Castelo Branco

Autor
Rodrigo Amorim Castelo Branco
Revista
Aufklärung: journal of philosophy
Edição
6 / 2
Ano
2019
DOI
10.18012/arf.2016.44300
Páginas
p.161-174
Idioma
pt
2019Rodrigo Amorim Castelo Branco. O passe: a apropriação originária da metafísica em Heidegger. Aufklärung: journal of philosophy, v. 6, n. 2, p. p.161-174, 2019.2

Neste texto tratamos das meditações de Heidegger acerca da superação do primeiro princípio do pensamento como metafísica, tendo como principal questão a juntura (Fügung) do passe (das Zuspiel) no pensar fenomenológico do outro princípio. O que está em debate é o modo como a filosofia heideggeriana se apropria originariamente da metafísica a ponto de trazer à luz a confusão ontológica na qual ela esteve fixa durante séculos. Nesse sentido, o outro princípio assume a tarefa de indicar os limites do pensamento ocidental, situando-o na região do ente. Embora a ontologia da tradição tenha se cristalizado em meio ao ente, esquecendo-se do ser, ela é o que inspira Heidegger ao esforço de demonstrar de que forma o homem e a própria metafísica são fundados pela verdade originária (Seyn).