- Autor
- Nishida Kitaro, Paulo Abe
- Revista
- Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211]
- Edição
- 8 / 19
- Ano
- 2024
- Páginas
- 119-185
- Idioma
- pt-BR
O que é chamado de “tempo” é geralmente pensado como uma linha reta; o instante, concebido como uma progressão linear infinita que se estende do passado ao futuro, na qual é impossível retornar a um instante anterior, é considerado incompreensível. Claro, um aspecto do que é chamado de tempo deve possuir tais características; se não fosse o caso, seria impossível falar de “tempo”. Mas se o tempo não fosse nada mais do que isso, então não poderíamos conceber o “tempo”. O antes e o depois do tempo devem, em certo sentido, estar ligados. Se apenas passasse continuamente instante a instante, o que é chamado de “tempo” não poderia vir a existir. O tempo deve, em um aspecto, ser circular. Mas dizer que o tempo é circular, ligando passado e futuro, é negar o tempo.
