O princípio responsabilidade como resposta À técnica moderna
Reginaldo Aliçandro Bordin, Guilherme Monteiro de Moura
- Autor
- Reginaldo Aliçandro Bordin, Guilherme Monteiro de Moura
- Revista
- Aufklärung: journal of philosophy
- Edição
- 9 / 1
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.18012/arf.v9i1.60882
- Páginas
- p.113-126
- Idioma
- pt
O presente artigo tem como objetivo principal apresentar a ética da responsabilidade de Hans Jonas como resposta à técnica moderna e a repercursão dos seus efeitos negativos no futuro. Tendo em vista o crescimento desiquilibrado do poder da técnica, as éticas tradicionais não conseguiram oferecer respostas que guiassem as ações humanas ante as ameaças trazidas pela civilização tecnológica. O horizonte da ética antropocêntrica visava somente o presente. Assim sendo, torna-se necessário uma ética que rompa com as fronteiras do presente e pense nas futuras gerações. O caminho metodológico baseado na hermenêutica que consiste em empreender análises e interpretações levaando em consideração o contexto histórico em que a técnica se desenvolveu e suas possíveis consequências não só para o presente, mas também para a futura da vida humana e extra-humana. A ética da responsabilidade visa ao cuidado com a vida. Ela também é caracterizada pela não reciprocidade das ações, fundamentando-se no modelo parental e político. Diante disso, o filósofo salienta a heurística do temor, ou seja, a prudência na utilização da técnica moderna para que não só o homem, mas também a natureza tenha o direito de existir. Esse tema se faz necessário na conjuntura atual dado o crescimento desiquilibrado da técnica e os impactos que o meio ambiente vem sofrendo afetando a humanidade. À vista disso, a ética jonasiana propõe a permanência de uma autêntica vida sobre a terra.
