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Teses

O problema antropológico em Michel Foucault

Márcio Luiz Miotto

Tese
Autor
Márcio Luiz Miotto
Orientador(a)
Thelma Silveira da Mota Lessa da Fonseca
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS — UFSCAR
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2011
2011Márcio Luiz Miotto. O problema antropológico em Michel Foucault. 2011. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS, SP. Orientador(a): Thelma Silveira da Mota Lessa da Fonseca.2

A presente pesquisa de doutorado resulta de um projeto maior, intitulado “Sobre a Morte do Homem e a Psicologia, em Michel Foucault”. Esse projeto busca analisar a formulação, as nuances e consequências das diversas argumentações empregadas por Foucault nas críticas às “antropologias”, figuradas na trajetória dos textos dos anos 50 e 60. O eixo é o problema “antropológico”: nos textos de 1954, Foucault empreendia um duplo projeto de contestação e fundação das ciências humanas, buscando corrigir perspectivas consideradas errôneas em prol de uma antropologia isenta de prejuízos. Esses projetos de fundação rapidamente cedem lugar a suspeitas e à recolocação do problema antropológico: mais do que “solução”, a questão antropológica começa a se delinear como um núcleo de problemas. A postura de fundação e contestação cederá lugar a um conjunto de análises que denunciam as antropologias a partir de seus compromissos históricos. A presente pesquisa tenta analisar essa passagem da “solução” ao “problema”, tomando como base alguns materiais: os textos de Foucault contemporâneos e posteriores, os debates aos quais esses textos tentavam se inserir, e também algumas anotações de Jacques Lagrange aos cursos ministrados por Foucault na École Normale Supérieure entre 1953 e 1955. O entrecruzamento de referências serve para extrair os problemas que Foucault enxerga nos textos de 1954, buscando delinear de que modo esses problemas conduzem às interrogações dos textos de 1957 e à escrita, em Uppsala, da Tese Principal sobre a história da loucura.