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O PROBLEMA DO FLUXO DA CONSCIÊNCIA

Jeison Andrés Suárez-Astaiza

Autor
Jeison Andrés Suárez-Astaiza
Revista
Revista Ideação
Edição
1 / 41
Ano
2020
DOI
10.13102/ideac.v1i41.4839
Páginas
298-313
Idioma
pt
2020Jeison Andrés Suárez-Astaiza. O PROBLEMA DO FLUXO DA CONSCIÊNCIA. Revista Ideação, v. 1, n. 41, p. 298-313, 2020.1

Os conteúdos da consciência estão em um fluxo perpétuo, mas em que consiste esse fluxo e por que representa um problema? O texto a seguir procura responder a essa pergunta, reconstruindo os argumentos que John Dewey e William James, por sua vez, oferecem para explicar a natureza do fluxo da consciência e da vida subjetiva. Assim, na primeira parte do texto, apresentamos a tese geral do naturalismo. Na segunda, discutimos em detalhe a definição que Dewey faz sobre a noção de experiência, em relação aos conceitos de cumprimento [fulfillment] e intenção consciente [conscius intent]. Em seguida, complementaremos com a discussão de duas das cinco características com as quais William James explica, em seus Principles of psychology, a maneira pela qual o pensamento ocorre, a saber: que o pensamento está sempre mudando e, além disso, é sensivelmente contínuo. Finalmente, na última parte, voltamos novamente à exposição do problema do fluxo da consciência, mas à luz de alguns conceitos fenomenológicos como hýle antecipação e retenção. Talvez com isso tenhamos a base necessária para no futuro mostrar como a fenomenologia intencional de Edmund Husserl tenta explicar, à sua maneira, o problema do fluxo da consciência, mas insatisfatoriamente.