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O processo de formação de proposições e a possibilidade da dúvida no Sobre a Certeza de Wittgenstein

Carlos Eduardo Batista de Sousa

Autor
Carlos Eduardo Batista de Sousa
Revista
Argumentos - Revista de Filosofia
Edição
9
Ano
2013
DOI
10.36517/Argumentos.5.9.19017
Idioma
pt
2013Carlos Eduardo Batista de Sousa. O processo de formação de proposições e a possibilidade da dúvida no Sobre a Certeza de Wittgenstein. Argumentos - Revista de Filosofia, n. 9, 2013.1

No Sobre a Certeza, Wittgenstein discute questões epistemológicas centrais, como a natureza do conhecimento, o ceticismo e a dinâmica da formação de proposições que podem valer ora como regra e ora como empírica. O autor sugere que o conhecimento difere da certeza; esta última serve de base para o conhecimento e, certezas são expressas na forma de proposições fulcrais, i.e., proposições que servem de fundamento para a formulação de proposições empíricas. Proposições fulcrais estão isentas da dúvida porque já foram validadas. Para que seja possível duvidar destas proposições, é necessário a existência de um contexto que permita seu questionamento, do contrário não há a possibilidade de levantar dúvidas. Contudo, proposições fulcrais não são absolutas, pois podem vir a ser empíricas e como tal, sofrer novos questionamentos, dentro de contextos específicos. Este artigo visa entender o processo de estruturação e distinção de proposições fulcrais e empíricas, e como elas são aceitas pela comunidade linguística.