- Autor
- Isabel de Almeida Brand
- Revista
- Cadernos de Ética e Filosofia Política
- Edição
- 43 / 2
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.11606/issn.1517-0128.v43i2p84-93
- Páginas
- 84-93
- Idioma
- pt
A disputa entre os românticos e os racionalistas, que se formou no final do século das Luzes, se estendeu pelo decurso do século XIX. Essas duas correntes ideológicas, aparentemente opostas, desempenharam um papel significativo nas discussões sobre a importância moral, política e epistemológica do sentimento e da imaginação. Ao contrário das correntes dualistas, o filósofo inglês John Stuart Mill (1806-1873) defendeu que não há uma dicotomia entre os preceitos de ambas posições no que se refere ao desenvolvimento da autonomia dos seres humanos. Pretendemos nesse artigo mostrar como a filosofia de Stuart Mill recorre a fontes tanto do racionalismo quanto de fontes românticas para promover a autenticidade na agência humana e a abrangência da moral.
