O real estado de exceção de Walter Benjamin contra o “estado de exceção” de Carl Schmitt
Bruno Cardoni Ruffier, Gerson Tadeu Astolfi Vivan Filho, Rodrigo Luz Peixoto
- Autor
- Bruno Cardoni Ruffier, Gerson Tadeu Astolfi Vivan Filho, Rodrigo Luz Peixoto
- Revista
- Revista Limiar
- Edição
- 9 / 17
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.34024/limiar.2022.v9.13465
- Páginas
- 28-70
- Idioma
- pt
Neste estudo, propomos uma interpretação da oposição entre “estado de exceção” e real estado de exceção na oitava tese Sobre o Conceito de História de Walter Benjamin, levando em conta o contexto político em que o fragmento foi escrito. A teoria benjaminiana da história, quanto à relação entre exceção e norma, pode ser lida como resposta prática e concreta à crise política da República de Weimar. A partir dessa contextualização da escrita de Benjamin, sugerimos uma relação entre o real estado de exceção e a violência revolucionária de Para uma Crítica da Violência como uma resposta à teoria fascista do estado de exceção defendida por Carl Schmitt. É nosso argumento que a teorização da exceção por Benjamin e Schmitt podem ser entendidas como um espelhamento de oposições mútuas, expresso na forma de uma batalha teológico-política sobre a violência, o direito e o Estado.
