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O ROMANCE E A IDENTIDADE NARRATIVA: KUNDERA NO LABORATÓRIO DE RICOEUR

Vítor Hugo dos Reis Costa

Autor
Vítor Hugo dos Reis Costa
Revista
Thaumazein: Revista Online de Filosofia
Edição
13 / 26
Ano
2021
DOI
10.37782/thaumazein.v13i26.3702
Páginas
49-66
Idioma
pt
2021Vítor Hugo dos Reis Costa. O ROMANCE E A IDENTIDADE NARRATIVA: KUNDERA NO LABORATÓRIO DE RICOEUR. Thaumazein: Revista Online de Filosofia, v. 13, n. 26, p. 49-66, 2021.1

Trata-se de traçar uma aproximação comparativa entre dois autores oriundos de campos distintos do saber e da cultura e visualizar a mútua contribuição decorrente dessa aproximação, a saber, entre a filosofia de Paul Ricoeur (1913-2005) e o romance de Milan Kundera (1929-). Na medida em que tanto a filosofia de Ricoeur quanto a prosa ficcional de Kundera refletem sobre a constituição da subjetividade na modernidade, a presente contribuição visa estabelecer paralelos entre suas concepções de subjetividade e suas reflexões sobre os destinos da prática da narração ficcional na virada do século. Tendo isso em vista, pretendo realizar uma interpretação comparativa entre as teses de Ricoeur, especialmente apresentadas em Tempo e narrativa e O si-mesmo como outro e as de Kundera, expostas tanto em seus ensaios quanto apresentadas de forma esparsa em digressões reflexivas que permeiam sua prosa romanesca. Meu intuito será mostrar como se diferenciam de forma discreta mas se sintonizam de forma robusta no que concerne a relação entre a constituição da subjetividade, o papel do romance na existência e a imersão desta em enredos historicamente considerados.