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O saber no declínio: a filosofia de Nietzsche à luz de Zaratustra

Alexandre Belfort Silveira Alves da Silva

Tese
Autor
Alexandre Belfort Silveira Alves da Silva
Orientador(a)
Kátia Rodrigues Muricy
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
1996
1996Alexandre Belfort Silveira Alves da Silva. O saber no declínio: a filosofia de Nietzsche à luz de Zaratustra. 1996. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): Kátia Rodrigues Muricy.3

Esta tese propõe o conceito filosófico do declínio como fundamental apra a comrpeensão da obra de Nietzsche. Demonstramos essa proposição por meio do estudo detalhado e metodológico da ASSIM FALOU ZARATUSTRA. Nossa análise provou a posição central e única desse livro, sua continuidade temática e a originalidade de suas formulações em relação aos outros trabalhos do filósofo. O método de leitura é descrito e inclui a participação da compreensão psicanalítica do domínio do significante. O declínio aparece em sua articulação com os conceitos famosos de vontade de potência, além-do-homem e eterno retorno do mesmo, como também com a crítica da moral e da cultura moderna, característica da filosofia de Nietzsche. O regime discursivo e conceitual de seu uso encontra-se longamente explicitado. São também objetos de explicitação as particularidades estilísticas de Nietzsche e a forma de seu texto enquanto parte inseparável da política filosófica implicada necessariamente a partir desse conceito. Demonstramos também que o conceito de declínio abre a leitura para uma série de questões presentes na obra do filósofo, e recortamos aí um paradoxo na noção de alteridade, o problema da construção dos laços sociais e da identidade do homem e o papel dos diversos saberes na manutenção e na superação da ordem social e dos valroes vigentes. O conceito de declínio forneceu-nos também uma maior precisão para pensar a relação entre ciência e filosofia, permitindo a explicitação do modo de conceituação de Nietzsche, que envolve necessariamente um aspecto negativo a ser superado em afirmação pelo pensamento filosófico e autêntico