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O senso e o sensível na Estética de Hegel

Charles Feitosa

Autor
Charles Feitosa
Revista
Artefilosofia
Edição
2 / 2
Ano
2007
Páginas
56-62
Idioma
pt
2007Charles Feitosa. O senso e o sensível na Estética de Hegel. Artefilosofia, v. 2, n. 2, p. 56-62, 2007.2

Conforme a classifi cação hegeliana, o pensamento é superior ao desejo. Hegel serve-se do mesmo critério para estabelecer na Estética um sistema das diferentes formas de artes, onde a literatura (prosa e poesia) apresenta-se num patamar superior por se mostrar menos condicionada pelo sensível e pelo particular do que a música, a pintura, a escultura ou a arquitetura. Apesar disso, a literatura não ocupa o posto máximo na hierarquia dialética. A fi losofi a é a forma mais alta de manifestação do “Espírito”, pois é um pensar que se auto-determina; já a arte é o produto de um pensamento ainda contaminado pelo sensível. A proposta do trabalho é de investigar os pressupostos da demarcação hegeliana entre Filosofi a e Arte a partir de uma leitura da Estética.