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O sentido moral presente no ensaio “Da Superstição e do Entusiasmo”, de David Hume

Laiz Fidelis Ribeiro, Mateus Aragão da Cunha

Autor
Laiz Fidelis Ribeiro, Mateus Aragão da Cunha
Revista
Polymatheia - Revista de Filosofia
Edição
18 / 1
Ano
2025
DOI
10.52521/poly.v18i1.14112
Páginas
e25004
Idioma
pt
2025Laiz Fidelis Ribeiro, Mateus Aragão da Cunha. O sentido moral presente no ensaio “Da Superstição e do Entusiasmo”, de David Hume . Polymatheia - Revista de Filosofia, v. 18, n. 1, p. e25004, 2025.3

Para David Hume, a religião se tivesse algum papel a desempenhar seria o de corromper a natureza humana e perturbar a harmonia social em vez de contribuir para a própria moralidade. Na interpretação de Hume as crenças religiosas levam à degradação da conduta humana, reconhecendo que elas geram dois efeitos perniciosos: a Superstição e o Entusiasmo. A nossa problematização é: por que para Hume é uma consequência necessária da religião as suas corrupções, para moralidade, mesmo quando prega tantas virtudes? Para respondermos a presente problemática utilizaremos o ensaio Da Superstição e do Entusiasmo e a obra Tratado da natureza humana. For David Hume, if religion had any role to play, it would be to corrupt human nature and disturb social harmony instead of contributing to morality itself. In Hume’s interpretation, religious beliefs lead to the degradation of human conduct, recognizing that they generate two pernicious effects: Superstition and Enthusiasm. Our problematization is: why, for Hume, is its corruptions a necessary consequence of religion, for morality, even when it preaches so many virtues? To answer this problem, we will use the essay On Superstition and Enthusiasm and the work Treatise of Human Nature.