- Autor
- Rita Márcia Magalhães Furtado
- Revista
- Artefilosofia
- Edição
- 15
- Ano
- 2020
- Páginas
- 43-56
- Idioma
- pt
O cerne deste trabalho está na abordagem da fotografia como representação, com o objetivo de caracterizar a imagem de arquivo como portadora do conceito de memória, evocando a potência comunicativa das imagens fixas para, a partir do modo de apropriação definido no formato fílmico, analisar como duas diretoras, Anita Leandro e Susana de Sousa Dias, dão voz a imagens fotográficas de corpos silenciados, fazendo fluir neles seu caráter ontológico que, perpassando verticalmente o tempo, institui-se como que em um presente contínuo. Para além do referencial teórico escolhido – Georges Didi-Huberman, François Soulages, Anita Leandro e Jean-Louis Comolli – , o referencial fílmico, baseado nos documentários Retratos de identificação de Anita Leandro e 48, de Susana de Sousa Dias, concentra-se em aspectos que nos permitem extrair da fotografia um referencial estético para a discussão aqui proposta, alicerçado numa narrativa que se pretende subjetiva, ao mesmo tempo que é também universalista. Palavras-chave: Imagens; documentário; filmes de arquivo; fotografia; ditadura militar
