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O Sócrates de Hannah Arendt

Augusto Bach, Juliano Orlandi

Autor
Augusto Bach, Juliano Orlandi
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
42 / 4
Ano
2020
DOI
10.1590/0101-3173.2019.v42n4.11.p201
Páginas
201-222
Idioma
pt
2020Augusto Bach, Juliano Orlandi. O Sócrates de Hannah Arendt. Trans/Form/Ação, v. 42, n. 4, p. 201-222, 2020.2

Com o fito de compreender as noções de história e juízo político, este artigo pretende mostrar a peculiar interpretação que Hannah Arendt faz da mais conhecida e discutida personalidade filosófica: Sócrates. Assim como outras idéias, tais como a de banalidade do mal, a natureza do terror totalitário e de espaço público, sua estrita pintura do filósofo grego nos demanda a tarefa de discriminar a diferença entre pensamento e ação. Seria acaso o juízo a ponte entre as atividades de pensamento e da ação política? Minha preocupação nesse ensaio é a de mostrar como Hannah Arendt estava procurando por um modo autêntico de filosofia política cujo maior exemplo seria Sócrates. No mesmo sentido, também nos debruçamos acerca do significado do juízo reflexionante, idéia bastante fecunda em sua obra que permanece ainda bastante alusiva. Recebido: 11/07/2016Aceito: 16/06/2017