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O tédio em Kierkegaard e Heidegger

Robson Costa Cordeiro

Autor
Robson Costa Cordeiro
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
14 / 1
Ano
2021
DOI
10.25244/tf.v14i1.3534
Páginas
85-101
Idioma
pt
2021Robson Costa Cordeiro. O tédio em Kierkegaard e Heidegger. Trilhas Filosóficas, v. 14, n. 1, p. 85-101, 2021.3

O artigo procura desenvolver uma fenomenologia do tédio a partir de Kierkegaard e Heidegger, partindo, principalmente, de um exame das categorias de possibilidade e instante e procurando ver de que forma essas duas categorias convergem no pensamento destes dois pensadores. Desse modo, o tédio será visto como a perda da paixão da possibilidade e como o recusar-se do instante, visando, com isso, estabelecer uma conexão fundamental entre o tédio, o esvaziamento de todo sentido e o tempo. O Fenômeno do tédio não será examinado nem como uma vivência psicológica nem como algo fortuito ou casual, mas como uma variação fundamental da angústia, segundo Kierkegaard, e como uma disposição de humor fundamental (Grundstimmung) do Dasein, segundo Heidegger.