Voltar para Teses
Teses

O TEMPO E A FORÇA DO SER: LÓGICA E TEMPORALIDADE EM M. HEIDEGGER

Mário Fleig

Tese
Autor
Mário Fleig
Orientador(a)
Ernildo Jacob Stein
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
1999
1999Mário Fleig. O TEMPO E A FORÇA DO SER: LÓGICA E TEMPORALIDADE EM M. HEIDEGGER. 1999. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Ernildo Jacob Stein.2

Resumo..A presente tese trata do lugar e função da Lógica dentro do paradigma heideggeriano do ser-no-mundo em oposição ao paradigma da consciência e da representação e ao primado do enunciado como base para a Lógica. Qual é o novo começo da Lógica proposto e quais suas conseqüências para a tarefa da Filosofia? Partindo da noção de compreensão do ser e da transformação da questão do ser em questão do sentido do ser em Ser e Tempo, assim como da discussão crítica da tradição metafísica realizada por Heidegger, e através da reconstrução das transformações da Lógica que acompanham as transformações da Metafísica, esta tese trata do conceito de Lógica presente no pensamento do Filósofo. É uma Lógica tributária da Ontologia fundamental, que afirma o acesso privilegiado aos entes a partir do mundo prático, na experiência instauradora do ser em conexão com o tempo. O desenvolvimento da tese explicita as tentativas de enunciar a Lógica de modo não-metafísico, nomeadas como Lógica filosofante, que se define como investigação da função desvelante do discurso em vista da verdade; Lógica metafísica, que se define como a passagem do problema do sentido do ser para o problema da verdade do ser; Lógica sigética, que propõe a silenciação como a dimensão impensada pela Lógica clássica; e Lógica acroamática, enquanto retorno ao lógos originário, propõe a passagem para um outro pensar que se faz pelo discurso harmonioso, que articula os fenômenos da escuta e do dizer a partir do silêncio prévio. O resultado alcançado afirma o valor da nova concepção de linguagem proposta por Heideggger, na transformação da questão lógica em questão da linguagem, lugar privilegiado da experiência do pensar enquanto verdade e acesso ao que se dá enquanto acontecimento-apropriação, enlace entre palavra e coisa, linguagem e ser.