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O tempo em Heidegger e Thomas Mann

Libanio Cardoso

Autor
Libanio Cardoso
Revista
Aufklärung: journal of philosophy
Edição
7 / esp
Ano
2020
DOI
10.18012/arf.2019.50322
Páginas
p.153-168
Idioma
pt
2020Libanio Cardoso. O tempo em Heidegger e Thomas Mann. Aufklärung: journal of philosophy, v. 7, n. esp, p. p.153-168, 2020.1

O artigo pretende sugerir e dar base conceitual a uma dupla iluminação entre o romance A montanha mágica, de Thomas Mann, e o tratado de filosofia Ser e tempo, de Martin Heidegger, quanto à concepção de tempo. Pretende-se mostrar, mediante análise da estrutura da primeira parte do romance de Mann, que também nele o conceito de existência é “temporalizado”. O caminho para dar consistência a essa hipótese prevê três passos: (1) elucidar, brevemente, a concepção heideggeriana de temporalidade; (2) analisar a estrutura e elementos da primeira parte do romance de Mann, em contínua referência à força do prólogo; (3) sugerir aproximações entre a forma da primeira parte de A montanha mágica, e suas conquistas narrativas, às noções advindas do tratado Ser e tempo.