- Autor
- Daniel Almeida Bezerra
- Revista
- Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
- Ano
- 2012
- Idioma
- pt-BR
Raro no pensamento Ocidental é a concepção/teoria de que a razão nem sempre seria o melhor meio para a realização de nossos planos e para a conduta de nossas ações. O mérito de Schopenhauer referente a essa questão parece inegável. Contemporâneo de Kant, Fichte, Schelling e Hegel, onde no sistema desses pensadores a razão foi vista quase sempre como pressuposto por excelência da ação correta, na contramão encontra-se Schopenhauer ao propor em “O mundo como vontade e como representação” que, a conduta do ser humano transcorre conforme o sentimento. Assim, lá onde a razão pode ser para a ação muito mais um impedimento do que uma ajuda, os sentimentos poderão muitas vezes ser concebidos como máximas ideais para uma ação. Compreendamos então, o valor da intuição, na teoria do conhecimento schopenhaueriano.
