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Objetividade do juízo estético

António Marques

Autor
António Marques
Revista
Estudos Kantianos [EK]
Edição
7 / 1
Ano
2019
DOI
10.36311/2318-0501.2019.v7n1.03.p11
Páginas
11-14
Idioma
pt
2019António Marques. Objetividade do juízo estético. Estudos Kantianos [EK], v. 7, n. 1, p. 11-14, 2019.3

Neste verbete é discutido o problema da “objectividade do juízo estético”, tal como Kant a entende no quadro da Terceira Crítica. Uma das soluções mais fortes ao nosso dispor para esclarecer essa questão seria a defesa de um princípio realista, a perfeição, que sustentasse a objectividade pretendida para esse tipo de juízo. Nesse caso a objectividade seria justificada por um conjunto de qualidades pertencendo ao próprio objecto. Porém, o facto é que o juízo de gosto é completamente independente de qualquer conceito de perfeição (§ 15). Uma crítica do juízo estético mostra que a sua universalidade e necessidade são qualidades que não podem ser separadas de um princípio universal de comunicação entre subjectividades. Sendo assim, a objectividade de um tal juízo não é a que é própria de um juízo de conhecimento, o qual é baseado no conceito de objecto, mas sim o tipo de objectividade que é associado a uma comunicação universal. No entanto, deverá ainda acrescentar-se um elemento central para que essa universalidade e necessidade tenha um fundamento seguro (não apenas o de um consenso): a ideia de um fundamento supra-sensível da natureza, o qual é uma pressuposição transcendental imprescindível. Recebido / Received: 7.1.2019.Aprovado / Approved: 14.1.2019.