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Objeto-lugar, corpo e memória: :

Sibeli Aparecida Viana, Marcos Paulo de Melo Ramos, Marlene Castro Ossami de Moura, Cristiane Loriza Dantas

Autor
Sibeli Aparecida Viana, Marcos Paulo de Melo Ramos, Marlene Castro Ossami de Moura, Cristiane Loriza Dantas
Revista
Artefilosofia
Edição
20 / 40
Ano
2026
DOI
10.69640/raf.v20i40.8387
Páginas
37-37
Idioma
pt
2026Sibeli Aparecida Viana, Marcos Paulo de Melo Ramos, Marlene Castro Ossami de Moura, Cristiane Loriza Dantas. Objeto-lugar, corpo e memória: :. Artefilosofia, v. 20, n. 40, p. 37-37, 2026.5

Resumo: Este artigo analisa um tembetá (adorno labial) raro, recuperado no sítio arqueológico “Pedra da Pintura” (GO-CP-16), na bacia do Córrego do Ouro, Palestina de Goiás, sudoeste goiano. O exemplar foi exumado na 22ª decapagem do corte 4 e associado à datação de 1.680 ± 30 AP (cal. 1608–1425, Beta 434620). A ocorrência de tembetás no Brasil Central é atípica, conferindo singularidade ao artefato; sua raridade é atribuída à manufatura em materiais perecíveis, ao estatuto de objeto pessoal com baixo descarte e à portabilidade que favorece reutilização ou deposição em contextos não preservados. A análise do artefato permite abordar dimensões socioculturais, tecnológicas, simbólicas e relacionais. Inserido no Complexo Arqueológico de Palestina de Goiás, composto por dezenas de sítios interconectados de tipologias e temporalidades distintas, e situado em áreas que, segundo dados etno-históricos, foram habitadas por diferentes etnias indígenas, o estudo enquadra o tembetá num panorama regional marcado por recorrência ocupacional, mobilidade, intercâmbio e dinâmicas territoriais no Cerrado. Assim, a investigação transcende a descrição objetual, servindo como eixo para interpretar processos culturais dinâmicos, negociações e ressignificações de saberes que moldaram paisagens culturais ao longo do tempo, oferecendo uma janela interpretativa relevante para o estudo de objetos simbólicos.Parte superior do formulário