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OBSERVAÇÕES SOBRE A SEMIÓTICA DE SANTO AGOSTINHO

Carina Kilian, Jorge Alberto Molina

Autor
Carina Kilian, Jorge Alberto Molina
Revista
Sapere Aude
Edição
9 / 18
Ano
2018
DOI
10.5752/P.2177-6342.2018v9n18p425-442
Páginas
425-442
Idioma
pt
2018Carina Kilian, Jorge Alberto Molina. OBSERVAÇÕES SOBRE A SEMIÓTICA DE SANTO AGOSTINHO. Sapere Aude, v. 9, n. 18, p. 425-442, 2018.1

Neste trabalho, analisamos diferentes aspetos do conceito de signo em Santo Agostinho. Primeiramente, dissertamos sobre os sentidos que Agostinho outorgou ao termo “signo”. Depois, nos debruçamos sobre o diálogo Do Mestre, mostrando que esse contém uma teoria sobre a linguagem como sistema de signos da qual se conclui a impossibilidade de aprender ou ensinar por meio de palavras. A seguir, voltamos a Da doutrina cristã e mostramos como Agostinho, unificando diversas tradições que se ocuparam dos signos (lógico-semântica, retórica e hermenêutica) desenvolveu uma teoria geral sobre eles, dentro da qual, a linguagem verbal aparece como um sistema de signos ao lado de outros códigos semióticos como os dos gestos e das pinturas, mas que possui, no entanto, um poder de expressão maior. Por fim, exploramos, também em Da doutrina cristã, as relações entre a Semiótica contida nessa obra e a Hermenêutica dos textos sagrados, com destaque para as figuras de linguagem, tendo em vista que Santo Agostinho foi também professor de Retórica. Como resultado, observamos que Santo Agostinho foi o primeiro autor latino que se ocupou da palavra como signo, inaugurando a Semiótica no Ocidente, embora sem uma nomenclatura detalhada acerca dos conceitos que envolvem a linguagem como conhecemos hoje.