Artigo
Ver fonte original- Autor
- Fabiano Incerti
- Revista
- Philósophos - Revista de Filosofia
- Edição
- 24 / 1
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.5216/phi.v24i1.49453
- Idioma
- pt
2019Fabiano Incerti. OLHAR, ESCUTA E VERDADE NO “ÉDIPO DE FOUCAULT”. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 24, n. 1, 2019.1
Em suas análises de Édipo-Rei, Michel Foucault recorda que a manifestação da verdade no interior da peça de Sófocles depende necessariamente de indivíduos que possam afirmar: eu vi com meus próprios olhos e eu escutei com meus próprios ouvidos. Do alto de seu poder autocrático, Édipo é aquele que tudo viu e tudo ouviu e por isso tudo sabe e tudo pode, mas vê-se ao final obrigado a se exilar, andando a esmo através do mundo na noite de sua cegueira. Partindo dos deuses e passando pelos reis e pelos escravos, é o desvelamento da verdade que o leva a furar os próprios olhos e, para sempre, abrir os ouvidos.
