- Revista
- Revista Archai
- Ano
- 2017
- DOI
- 10.14195/1984-249X_21_6
- Páginas
- 207
- Idioma
- pt
A despeito da maneira geral da tradição grega compreender o movimento, isto é, segundo seu aspecto negativo e análogo ao não-ser, Aristóteles elabora a noção de movimento na Física de modo tal que ela possa ser considerada em ato, algo determinado e positivo em relação ao ser. Todavia a tradição de comentadores, desde Simplício, reduz a definição de movimento à passagem da potência ao ato afastando-o do seu cráter original e identificando-o a um ato incompleto, autoaniquilante e um intermediário entre o não ser e o ser. É preciso tentar compreender a noção de movimento, evitando reduções e apropriações indevidas e procurar um caminho adequado para interpretar tal noção capital de maneira coerente com o texto apresentado na Física, Livro III restituindo-lhe o estatuto e o lugar apropriados.
