Voltar para Artigos
Artigos

Onde a Carne Escapa: Bacon, Deleuze e o Corpo sem Órgãos

Larissa Farias Rezino

Autor
Larissa Farias Rezino
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
26 / 2
Ano
2026
DOI
10.31977/grirfi.v26i2.5830
Páginas
124-140
Idioma
pt
2026Larissa Farias Rezino. Onde a Carne Escapa: Bacon, Deleuze e o Corpo sem Órgãos. Griot : Revista de Filosofia, v. 26, n. 2, p. 124-140, 2026.4

Este artigo analisa a pintura de Francis Bacon a partir do conceito deleuziano de Corpo sem Órgãos. Para tanto, toma como base o livro do filósofo dedicado ao pintor, Francis Bacon: Lógica da Sensação, e transita por outras obras e conceitos centrais para a construção argumentativa, com destaque para os conceitos de devir e histeria. De acordo com Deleuze, a histeria na pintura de Bacon não se refere ao pintor ou ao modelo, mas é uma característica intrínseca à própria pintura, que se distribui pela tela. Já o conceito de devir é crucial para entender como Bacon cria imagens compostas por forças na imanência de um Corpo sem Órgãos. Este artigo defende que Bacon, como pintor da sensação, foi capaz de transformar o conceito em expressão artística por meio de imagens pictóricas que modulam o paradoxo entre a visibilidade e a invisibilidade do corpo da Figura.