Voltar para Artigos
Artigos

OPERARI SEQUITUR ESSE: a crítica de Schopenhauer à noção de livre arbítrio

Alessandro Soares Silveira

Autor
Alessandro Soares Silveira
Revista
PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
Edição
11 / 24
Ano
2023
DOI
10.26512/pl.v11i24.46120
Páginas
62 - 80
Idioma
pt
2023Alessandro Soares Silveira. OPERARI SEQUITUR ESSE: a crítica de Schopenhauer à noção de livre arbítrio. PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília, v. 11, n. 24, p. 62 - 80, 2023.1

Schopenhauer considera o mundo em enquanto representação, sujeito à faculdade de apreensão do indivíduo, e enquanto vontade, impulso para autoafirmação, que constitui a realidade em si. A vontade objetivada na representação é determinada porque os fenômenos estão submissos ao princípio de razão suficiente, segundo o qual nada existe sem uma razão pela qual exista. A vontade não submetida ao estatuto de fenômeno pode ser considerada livre e espontânea. O ser humano é dotado de uma essência volitiva, o caráter, imutável e atemporal, que se desdobra num caráter empírico. Tendo-se em conta a idealidade da essência individual se compreende como o sujeito é determinado em suas ações com a mesma necessidade que são determinados todos os seres que existem. Suas decisões aparentemente arbitrárias são resultado do concurso da circunstância exterior (os motivos) e do caráter individual, ato indiviso e extratemporal da vontade.