- Autor
- Wander Andrade de Paula
- Revista
- Trans/Form/Ação
- Edição
- 43 / 1
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.1590/0101-3173.2020.v43n1.15.p255
- Páginas
- 255-282
- Idioma
- pt
Arthur Schopenhauer ficou conhecido como o pensador do “pessimismo filosófico”. Trata-se de uma doutrina que, em linhas gerais, apresenta uma determinada interpretação acerca do valor do mundo, mas que, em seu sentido ainda mais básico, questiona a possibilidade de atribuição de valor ao todo da existência: há “justificação” (Rechtfertigung) para a existência? A partir da resposta a essa pergunta, o filósofo alemão desenvolve sua “metafísica da vontade” e, como seu desdobramento, sua teoria da “redenção” (Erlösung), ou soteriologia. Entretanto, o “filósofo do pessimismo” também afirma, em sua obra, que há uma “ordenação moral de mundo” (moralische Weltordnung) e um “significado moral da existência” (moralische Bedeutung des Daseyns), o que parece ir na direção oposta ao “pessimismo”. O presente artigo analisa o significado das noções de ordenação moral de mundo e justificação da existência no pensamento de Schopenhauer, a fim de demonstrar em que medida significado moral da existência e pessimismo filosófico se relacionam no pensamento do autor. Recebido: 18/09/2017Aceito: 29/06/2019
