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Organismo e função reguladora: determinações do vivo em Georges Canguilhem

Vanessa Nicola Labrea, Norman Roland Madarasz

Autor
Vanessa Nicola Labrea, Norman Roland Madarasz
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
60 / 2
Ano
2015
DOI
10.15448/1984-6746.2015.2.21869
Páginas
242-263
Idioma
pt
2015Vanessa Nicola Labrea, Norman Roland Madarasz. Organismo e função reguladora: determinações do vivo em Georges Canguilhem. Veritas (Porto Alegre), v. 60, n. 2, p. 242-263, 2015.1

O artigo compreende o cerne da obra de Georges Canguilhem (1904-1995) como um ponto de cruzamento entre problemáticas fundamentalmente médico biológicas e problemáticas sócio-políticas. A consideração histórica descontinuísta do desenvolvimento de conceitos científicos e a classificação da técnica enquanto prótese do organismo vivo, entre outras particularidades, situam o pensamento canguilhemeano na fronteira entre áreas do conhecimento demarcadas separadamente. O que integra e individualiza o seu trabalho filosófico é a ponderação do vital enquanto categoria de base para intelecção e reconstrução de problemas interdisciplinares. Após indicar o posicionamento de Canguilhem dentro do quadro da filosofia francesa do século XX, o artigo procura demonstrar de que maneira a função de regulação é um dos pilares organizadores do pensamento do “vivo” (le vivant) em sua obra.