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OS CÉTICOS E SUAS CRENÇAS: A APARENTE DUPLICIDADE DE SEXTO EMPÍRICO

Gustavo Leal-Toledo

Autor
Gustavo Leal-Toledo
Revista
Revista Dissertatio de Filosofia
Edição
28
Ano
2008
DOI
10.15210/dissertatio.v28i0.8851
Páginas
129-159
Idioma
pt
2008Gustavo Leal-Toledo. OS CÉTICOS E SUAS CRENÇAS: A APARENTE DUPLICIDADE DE SEXTO EMPÍRICO. Revista Dissertatio de Filosofia, v. 28, p. 129-159, 2008.2

Desde a sua origem o ceticismo tem enfrentado inúmeras críticas e tentativas de refutação. Uma das críticas mais antigas e recorrentes é que o cético não poderia agir porque para agir são necessárias crenças e um cético suspende o seu juízo sobre todas as crenças. A resposta mais comum para este desafio é que o cético suspende seu juízo só em relação aos dogmas científicos/ filosóficos, preservando, assim, as crenças do senso comum. Mas tal resposta não é satisfatória, pois indica um insulamento que não encontramos nos textos céticos. No entanto, uma resposta é possível, e após um exposição dos tropos de Enesidemos, pretendo desenvolver uma interpretação de Sexto Empírico onde suas crenças seriam baseadas só na aparência sem que seja feito um juízo sobre tais aparências. Assim um ceticismo radical preservando a capacidade de agir ainda seria possível.