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Os deveres do erudito: filosofia e oratória em Fichte

Ulisses Razzante Vaccari

Autor
Ulisses Razzante Vaccari
Revista
Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade
Edição
20 / 2
Ano
2015
DOI
10.11606/issn.2318-9800.v20i2p87-103
Páginas
87-103
Idioma
pt
2015Ulisses Razzante Vaccari. Os deveres do erudito: filosofia e oratória em Fichte. Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade, v. 20, n. 2, p. 87-103, 2015.2

O artigo procura investigar o papel da oratória na filosofia de Fichte, principalmente nas Preleções sobre o destino do erudito e em Sobre o espírito e a letra na filosofia. Para isso, procura mostrar, num primeiro momento, que a concepção de erudito [Gelehrter] de Fichte é devedora do conceito kantiano de gênio e ao mesmo tempo da concepção de Cícero segundo a qual é dever do erudito, na qualidade de educador, unir às suas qualidades filosóficas também as da oratória. Num segundo momento, o artigo refaz a distinção entre espírito e letra e procura mostrar como a oratória pode ser pensada como uma forma de despertar o espírito do ouvinte por meio de uma teoria da imaginação produtiva.