- Autor
- André Luiz Braga da Silva
- Revista
- Revista DIAPHONÍA
- Edição
- 2 / 2
- Ano
- 2016
- DOI
- 10.48075/rd.v2i2.16001
- Páginas
- 26-34
- Idioma
- pt
Em certas passagens da República, o personagem Sócrates se refere a um outro caminho, mais longo, alternativo e que não é tomado por ele e seus interlocutores na presente discussão (435c-d; 504b-505a). Este caminho seria aquele que possibilitaria alcançar os objetivos definidos no texto: i) contemplar as coisas mais belas [sc. as quatro virtudes, justiça, coragem, sabedoria e temperança], fazendo-as claramente vistas (504b1-3); e ii) alcançar o fim do maior e mais importante estudo (504d2-3), que é a Ideia do Bem (504e4-505a2). Mas o que seria esse caminho? O que teria que ser feito pelo filósofo para chegar a tais valiosas e imprescindíveis realizações? E, além disso, qual seria o status do outro caminho, o “mais curto”? Isto é, que valor possuiria o percurso analógico que é deveras atravessado pelos personagens no debate encenado na obra?
