Os jogos de poder e as dinâmicas do corpo em Platão e Foucault
Maria Veralúcia Porto, Iraquitan de Oliveira Caminha
- Autor
- Maria Veralúcia Porto, Iraquitan de Oliveira Caminha
- Revista
- Trilhas Filosóficas
- Edição
- 7 / 2
- Ano
- 2014
- Páginas
- 49-60
- Idioma
- pt
Platão preconizou que para o homem viver bem fazia-se necessário a harmonia entre corpo e alma. Assim, como entender a metáfora do corpo enquanto cárcere da alma proposta pelo ateniense? Segundo Foucault, contemporaneamente o corpo foi destituído de uma alma, em um jogo de poderes que aspiram por sua disciplina e sua regulamentação. O corpo se desdobra em dois modos principais: o corpo fabril, produtivo; o corpo servil, submisso. O corpo como cárcere em Platão e o corpo como produtivo e escravo, manifestos na sociedade contemporânea, seriam representações de um mesmo projeto, a saber, do processo que Foucault retoma dos gregos e que implica na necessidade do cuidado de si e da busca da liberdade. Este trabalho procura apresentar os jogos de poder e as dinâmicas do corpo em Platão e Foucault, considerando algumas questões do Filebo de Platão e de duas obras de Foucault História da Sexualidade e Vigiar e punir.
