- Autor
- MAURO CASTELO BRANCO DE MOURA
- Orientador(a)
- WILMAR DO VALLE BARBOSA
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 1997
Apesar do modismo vigente que alardeia havê-lo superado, não parece favor algum a Marx, distingui-lo como um notável representante da melhor tradição filosófica. O desenvolvimento do enigma do ser social, tarefa fundamental do movimento filosófico, que se inicia na pólis grega, como corolário do amplo processo de laicização da cultura, encontra sua continuidade natural na crítica da socialidade burguesa. A realização da filosofia supõe que o processo de reprodução social seja autocentrado, isto é, que se instaure a autoconsciência do ser social, mediantea superação das figuras fundadas numa automaticidade estranhada sejam fetichóides ou abertamente religiosas. A pauta do processo de reprodução social precisa ser, por conseguinte, pela rádio, reconfigurada, culminando com o tortuoso processo imaginário no mundo helênico. Destarte, portanto, a crítica da economia política efetuada por Marx, é, precípuamente, também uma consistente apologia do filosofar e de sua realização.
