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Os paradoxos (solúveis e insolúveis) da tolerância

Ricardo Corrêa de Araujo

Autor
Ricardo Corrêa de Araujo
Revista
ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
Edição
18 / 1
Ano
2019
DOI
10.5007/1677-2954.2019v18n1p61
Páginas
61-84
Idioma
pt
2019Ricardo Corrêa de Araujo. Os paradoxos (solúveis e insolúveis) da tolerância. ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy, v. 18, n. 1, p. 61-84, 2019.1

O objetivo deste artigo é apresentar três paradoxos envolvidos na noção de tolerância e analisar suas possíveis soluções, utilizando os resultados desta discussão para descrever um possível quarto paradoxo, relativo ao valor atribuído à tolerância pelos agentes envolvidos, que é aqui considerado como constitutivo e, portanto, insolúvel. Para isto, será apresentada uma noção estrutural da tolerância como ideal moral, discutindo-se seus elementos. Em seguida, a partir da relação com os componentes específicos desta noção, serão analisados os três paradoxos mencionados, dois muito conhecidos e um terceiro pouco discutido e ainda a ser nomeado, e suas possíveis soluções, que exigirão, respectivamente: a apresentação de argumentos em favor da tolerância, a discussão dos seus limites e uma interpretação exigente do componente de desaprovação moral daquela estrutura. Por último, partindo da discussão dos paradoxos anteriores e das suas soluções, será proposto um possível quarto paradoxo, não formulado explicitamente como tal nestas discussões, mas cujos elementos constitutivos já foram indicados desde o século XVIII, bem como apresentadas as razões da sua aparente insolubilidade.