OS SENTIDOS DA PRECARIEDADE NA OBRA VIDA PRECÁRIA DE JUDITH BUTLER
Albérico Araújo Sial Neto, Reginaldo Clecio dos Santos
- Autor
- Albérico Araújo Sial Neto, Reginaldo Clecio dos Santos
- Revista
- PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
- Edição
- 10 / 21
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.26512/pl.v10i21.38646
- Páginas
- 243 - 263
- Idioma
- pt
O presente artigo objetiva analisar, na obra Vida Precária, os dois sentidos atribuídos à precariedade. Essa obra, a partir da atribuição do aspecto político e ético ao conceito supracitado, se demonstra basilar para as futuras reflexões de Judith Butler. Ademais, a precariedade está relacionada com a noção de reconhecimento. Isso porque, as vidas que estão fora dos esquemas de reconhecimento são as mesmas vidas cujas mortes não são choradas, não são enlutáveis, ou seja, vidas precárias. Com isso, é levada em consideração uma ética que concebe como essencial a precariedade do Outro, uma ética que pode ser chamada de ética do reconhecimento. Tal ética surge a partir do entendimento de que as respostas às violações sofridas devem ter por ponto de partida a adoção da condição de vulnerabilidade e a agressão como pilares da vida política.
