- Autor
- Fernando Eduardo de Barros Rey Puente
- Orientador(a)
- Francisco Benjamin de Souza Neto
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 1998
O objetivo do seguinte trabalho é o de investigar minuciosamente as diversas acepções que o conceito de tempo recebe na obra de Aristóteles, bem como o de tentar articular coerentemente esses múltiplos significados entre si. A principal contribuição que pretendemos dar com este trabalho à investigação sobre o conceito de tempo em Aristóteles é a de expandir a inquirição sobre o sentido do tempo, além da sua dimensão física (estudada no célebre tratado do tempo, isto é, em Phys. IV, 10-14), para todas as outras dimensões presentes no pensamento do Estagirita, a saber, para a sua dimensão categorial, modal e axiológica entre outras. Além disso, procuramos correlacionar, na medida do possível, esses diversos planos nos quais, sob diferentes designações o conceito do tempo se manifesta. O trabalho dividi-se em três partes consoante as divisões internas presentes no pensamento do próprio Aristóteles, assim, a primeira parte ocupa-se da quadruplicidade de sentidos do ente (categorial, modal, veritativo e acidental) e da sua correlação com o tempo. A segunda parte trata das diferentes substâncias (a imóvel, a eternamente móvel e aquela sujeia à geração e a corrupção) e de como o tempo se exprime em cada uma delas. Por fim, na terceira e última parte procuramos mostrar o modo de manifestação do tempo no âmbito propriamente humano e isto tanto na esfera psicofisiológica, onde a relação da percepção e da memória com o tempo é analisada, quanto na dimensão propriamente prática do homem, seja, na sua atividade produtiva e no seu comportamento ético-político.
