- Autor
- Ronaldo Manzi
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 10 / 2
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.26512/rfmc.v10i2.43921
- Páginas
- 321-338
- Idioma
- pt
Normal e patológico são concepções que parecem ter um estatuto bem definido no senso comum. Entretanto, é notável como são poucas as reflexões que encontramos sobre esse tema. As ciências da saúde adotam frequentemente uma concepção estatística que pode ser medida em laboratório. Para isso, seria preciso ter claro o que é patológico. Entretanto, a própria medicina se vê em situações em que um ideal de normalidade não pode servir de guia na determinação de uma patologia. A psiquiatria enfrenta esse problema ao estabelecer um manual diagnóstico. Iremos refletir primeiramente como Frances justifica seu uso utilitarista da noção de normal para estabelecer a quarta versão do DSM. Contudo, na história da medicina, há uma concepção de normal e patológico que não foi levada adiante, mas que ainda guarda sua potencialidade. Trata-se de uma reflexão de Goldstein sobre o organismo. E se pensássemos o normal como uma ação de instaurar normas?
