- Autor
- Henry Burnett
- Revista
- Philósophos - Revista de Filosofia
- Edição
- 20 / 1
- Ano
- 2015
- DOI
- 10.5216/phi.v20i1.35152
- Páginas
- 145-162
- Idioma
- pt
Tomando como eixo fundamental O caso Wagner (1888), este artigo se desenvolverá a partir da relação entre palavra e música na estética musical tardia de Nietzsche. A utilização da ópera Carmen, de George Bizet, como possibilidade de antítese irônica ao programa da Obra de arte total, do compositor Richard Wagner, permite que se reflita sobre a estética-musical nietzschiana de um ponto de vista privilegiado. Por que Nietzsche teria se servido de uma obra que ele próprio considerou menor quando comparada ao drama musical de Wagner? A resposta a essa pergunta exige que se compreenda a fundo o valor nem sempre claro da palavra nas composições musicais retomadas por Nietzsche em diversos momentos de sua obra. Afinal, sua estética musical privilegiava a palavra significante ou a considerava mero aparato da música absoluta?
