- Autor
- Martina Korelc
- Revista
- Philósophos - Revista de Filosofia
- Edição
- 6 / 1
- Ano
- 2007
- DOI
- 10.5216/phi.v6i1/2.3130
- Idioma
- pt
O texto pretende explicitar como, segundo Tugendhat, se dá a justificação da moral, intrínseca aos juízos morais, através de uma imbricação dos elementos racional e emotivo. Os juízos morais, enquanto procedimento racional, contêm uma pretensão de objetividade, que se pode explicar pelo imperativo categórico kantiano, interpretado como um exigir mútuo do respeito universal e imparcial aos interesses de todos. A obrigatoriedade moral, porém, pressupõe também um querer fazer parte de uma comunidade moral, a partir da qual os juízos morais passam a vincular emotivamente, através da interiorização dos sentimentos que acompanham o aprovar e o desaprovar moral. Essa explicação das exigências morais parece satisfatória para a justificação de um núcleo mínimo de normas morais partilhadas numa dada sociedade; o texto aponta para a problematicidade dessa justificação da obrigatoriedade moral nos casos em que faltam regras partilhadas ou quando se considera a não-identificação das exigências morais com o que é empiricamente aprovado na sociedade.
